PEQUENA BIOGRAFIA
Poeta Ana Clara
Maranhense de Imperatriz, casada, tem uma filha e um neto. Atua na área de Advocacia e é professora de Direito da Universidade Federal de RO. É doutoranda em Direito Penal pela Universidade de Buenos Aires-UBA. É membro da Academia de Letras de Cacoal-RO e filiada à União Brasileira de Escritores. Possui publicações em vários sites literários, bem como publicações de artigos jurídicos.
PUBLICAÇÕES EM SITES
UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES-UBE
http://www.ube.org.br/biografias-detalhe.asp?ID=1265
BLOG PESSOAL-FRAGMENTOS POÉTICOS
http://www.anaclarapoeta.blogspot.com
RECANTO DAS LETRAS
www.recantodasletras.com.br/autores/anaclaracabral
POETAS DEL MUNDO (site internacional)
http://www.poetasdelmundo.com/Poetas/1721/Ana%20Clara%20%20Cabral%20de%20Sousa
BLOCOS ON LINE
http://www.blocosonline.com.br/literatura/autor_poesia.php?id_autor=3129&flag=nacional
SITE DE POESIAS
http://sitedepoesias.com/poetas/anaclara
ENTREVISTA
Poeta Ana Clara
SELMO VASCONCELLOS - Quais as suas outras atividades, além de escrever ?
ANA CLARA CABRAL DE SOUSA - Sou professora de Direito Penal da Universidade Federal de RO.
SELMO VASCONCELLOS - Como surgiu seu interesse literário ?
ANA CLARA CABRAL DE SOUSA - Eu sou do Maranhão. Talvez isso explique esse interesse pela poesia que o povo da minha terra acabou herdando dos franceses durante a ocupação em nosso Estado.
SELMO VASCONCELLOS - Quantos e quais os seus livros publicados ?
ANA CLARA CABRAL DE SOUSA - Na verdade, o meu livro solo está pronto. Estou procurando uma editora e fazendo os últimos ajustes para publicação. Já tem nome: Emoções em preto e branco. Já participei de várias antologias, como “Poeta Mostra a Tua Cara”, “Cronistas, Contistas e Poetas Contemporâneos”, “Reflexões para bem viver” e “IX Coletânea Komedi”.
SELMO VASCONCELLOS - Qual (is) o(s) impacto(s) que propicia(m) atmosfera(s) capaz(es) de produzir poesia ?
ANA CLARA CABRAL DE SOUSA - A vontade de gritar em silêncio é o maior deles.
SELMO VASCONCELLOS - Quais os escritores que você admira ?
ANA CLARA CABRAL DE SOUSA - São muitos. No Brasil temos grandes escritores.
Tenho uma admiração muito grande por Machado de Assis, notadamente por sua história de superação. Ele venceu várias limitações até ser reconhecido como o grande gênio da literatura e ser consagrado como o maior contista em língua portuguesa.
Tenho um carinho especial por Lima Barreto pois como ele, também trago comigo essa questão do patriotismo que ele tanto defendia.
Mas o meu poeta do coração é o maranhense Antônio Gonçalves Dias. Por ter sido o maior representante da fase áurea do Romantismo aqui no Brasil, exalta a pátria e a natureza como nenhum outro.
Por isso é que José de Alencar se referia a Gonçalves Dias como “o poeta nacional por excelência.”
Ele não pertence apenas ao Maranhão, mas a toda nação brasileira.
SELMO VASCONCELLOS - Qual mensagem de incentivo você daria para os novos poetas ?
ANA CLARA CABRAL DE SOUSA - Eu diria a eles que sair das gavetas e ir de encontro ao leitor nos proporciona uma felicidade que não tem preço.
POESIAS
Poeta Ana Clara
REAL FORTE PRÍNCIPE DA BEIRA
Em 1776 deram-se as construções
Fronteira Brasil com a Bolívia
O Forte também exibe sua beleza
Entre as coroas espanhola e portuguesa
Traduz a história de um povo
De angústia, dor e sofrimentos
Vivenciadas por um tal Pacheco
Na parede, alguns apontamentos
O Forte não cumpre mais sua função precípua
Esta é uma triste verdade
Mas por ter nascido Príncipe
Neste momento em que escrevo
Começo as minhas indagações
E todos os sonhos realizar
Sob o efeito de tais pensamentos
Sou feliz por ter conhecido
Um certo Policarpo Quaresma
Que não teve medo de ousar
Mas, alguns sonhos, não pode realizar
O tupi-guarani oficializar
Como o personagem de Lima Barreto
E este, “desamericanizar”
A nossa bandeira hasteada
E o grito de “ Pátria amada, mãe gentil!”
Que a felicidade é uma conquista,
Toda rosa tem seus espinhos,
Todo caminho existem pedras.
Quando a minha voz se calar
E os meus olhos não puderem ver
O coração sentir e não poder vibrar
O que o espírito tarda em acreditar
Quando o enunciado do vento
Com seu canto fúnebre e gélido
Entre lágrimas, a partida anunciar
Que é chegada a hora de viajar
Por entre sombras e vales,
Amigos, família, saudade que se faz
No epitáfio, entre flores, os dizeres:
Poetisa dos versos e das liras, aqui jaz!
EMOÇÕES EM PRETO E BRANCO
Tenho medo do advento da noite
Do silêncio, das vozes e até da calma
Tenho medo das sombras, das aflições
E angústias que atormentam a alma
Oh! Noite, tão pesada e longa!
De hora que não quer passar
De mistérios sombrios e profundos
Ao pôr-do-sol quero me associar
Eu quero a companhia das flores
Ver as folhas sob a brisa dançar
Sentir o soprar de grandes ventos
E o chorar das fontes quero escutar
O amanhecer, de manso, se aproxima
E o clarão do dia, começa a chegar
Quero esquecer as sensações noturnas
E as noites negras quero olvidar.
Os meus olhos não espalham luz divina
Os meus cabelos não são fios d’ouro.
Não sou árcade, Gonzaga ou Dirceu
Mas tenho um coração maior que o mundo.
Sou Maria, Joaquina e até Dorotéia mas,